FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR
Administração consiste em gerência, controle e direção de empresas públicas ou privadas, tendo como objetivo maior produtividade e lucratividade. Para se chegar a isto, o administrador avalia os objetivos organizacionais e desenvolve as estratégias necessárias para alcançá-los. Este profissional. No entanto, não tem apenas esta função teórica, ele é responsável pela implantação de tudo que planejou e, portanto, vai ser aquele que define os programas e métodos de trabalho, avaliando os resultados e corrigindo os setores e procedimentos que estiverem com problemas.
Como é função do administrador que a produtividade e os lucros sejam altos, ele também terá a função de fiscalizar a produção e, para isto, é necessário que fiscalize cada etapa do processo, controlando inclusive os equipamentos e materiais envolvidos na produção, para evitar desperdícios e prejuízos para a empresa. Para que tudo seja funcional, o administrador também faz um estudo do aproveitamento da mão-de-obra , atuando, inclusive, na admissão e contratação dos funcionários, estabelece as relações da empresa com contratados, tudo garantir que o conjunto de fatores seja responsável pelo sucesso da empresa.
Atividades na área financeira também fazem parte da administração e, em seu cotidiano, o administrador trabalha com elaboração e análise de relatórios e tabelas, além de enfrentar muitos desafios, principalmente quando o trabalho diz respeito à reorganização e implantação de uma empresa ou ainda quando vai lançar um produto no mercado.
Para o desenvolvimento de todas estas funções, é necessário que o profissional que vá trabalhar como administrador desenvolva habilidades de liderança, e que treine as formas mais claras de transmissão de idéias às outras pessoas.
Para que o futuro administrador desenvolva todas estas habilidades, o curso de administração contém disciplinas relacionadas à psicologia, sociologia e direito, assim como matemática financeira e estatística, em teoria, administração não é um curso apenas teórico, ele também consiste em análise de casos e simulação de situações específicas em empresas fictícias. Atualmente, como acontece em quase todas as profissões, o conhecimento de informática é muito importante para um trabalho mais ágil e preciso.
Existem várias possibilidades de atuação na carreira do administrador. A administração pode ser desenvolvida em empresas rurais ou agro-industriais, em gerenciamento na área de informática análise de sistemas, em cooperativas, onde o administrador vai precisar zelar pelos interesses de todo o grupo de cooperados, administração do sistema de informações, comércio exterior, marketing, mercadologia, orçamento e finanças, produção, recursos humanos, administração hospitalar, pública e outras possibilidades, que sempre estarão ligadas à organização de um setor ou empresa como um todo. O curso tem a duração de, no mínimo, quatro anos, a titulação é de bacharel em administração ou administrador e, para exercer a profissão, é obrigatório o registro no Conselho Regional da Administração (CRA).
FUNÇÕES E PROCESSOS
Seu objetivo principal ao desenvolver seu trabalho era o mesmo de Taylor : a eficiência organizacional, porém, partiu para uma linha de estudo completamente diferente. Sua grande contribuição é a visão abrangente da organização e a definição de seis funções básicas:
1- FunçãoTécnica – que hoje é muita conhecida como área de produção, relaciona-se com aspectos de produção de bens e serviços.
2- Função Comercial – denominada nos dias de hoje função de marketing, relaciona-se com a compra, venda e permuta dos bens produzidos e consumidos pela empresa. Notem que a função de compra está incluída nessa função.
3- Função Financeira – ainda hoje mantendo essa mesma denominação, relaciona-se com a busca e gerenciamento dos recursos financeiros utilizados pela empresa.
4- Função Segurança – que nos dias de hoje está inserida na área de Recursos Humanos, tinha por atividade assegurar os bens das empresas e as pessoas envolvidas com a empresa ( acidente de trabalho).
5- Função Contábil – hoje essa função não constitui propriamente um área dentro da empresa
mas uma atividade. Como hoje, na época a função também consistia em registrar as contas efetuadas, elaborar balanço e estatísticas.
6- Função administrativa – também hoje constitui uma atividade atribuída a todas as áreas da empresa, tem o caráter de coordenação das demais áreas. Fayol considerava essa atividade de integração da cúpula das demais funções.
Apesar de algumas diferenças de conceitos na visão da empresa como um todo, segundo Fayol, devemos admitir que nos dias de hoje pouca alteração houve nessa concepção . Há autores contemporâneos que ainda exploram essas idéias, ampliando-as com informações do ambiente externo, que na época eram desconhecidas.
Definida a estrutura organizacional da empresa, cabia ainda conceituar a Sexta função, uma vez que ela é a mais abrangente. Segundo Fayol, a função administrativa é uma função que se reparte e se distribui com outras funções essenciais, proporcionalmente entre a cabeça e os membros do corpo social da empresa. Para a melhor entendimento do que comporia essa função, ela foi dividida no que hoje denominamos processo administrativo e que Fayol definiu como atos administrativos e dividiu-os em cinco: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.
1- Prever – definido como o ato de visualizar o futuro e traçar programas de ação, hoje é denominado planejamento.
2- Organizar- definido como o ato de compor a estrutura funcional da empresa, hoje é denominado do mesmo modo.
3- Comandar- definido como o ato de orientar e dirigir o pessoal, hoje é denominado direção.
4- Coordenar- ato de ligar, unir, harmonizar todos os esforços da empresa em torno de seu objetivo, é hoje denominado execução.
5- Controlar- definido como o ato de verificar se as ações estão ocorrendo dentro das normas estabelecidas, é hoje denominado igualmente.
Com isso entendeu-se que para cada função definida anteriormente estavam inseridos os cinco atos administrativos. Apesar de cada função necessitar de várias pessoas com capacidade específica pertinente a função, tais como técnica ou financeira, essas pessoas deveriam também ser treinadas de maneira organizada para o desempenho da função administrativa. Essa prática é utilizada ainda hoje.
PRINCÍPIOS BÁSICOS
No sentido de estruturar melhor os conhecimentos da administração e fazer com que sua teoria fosse mais bem entendida e aplicada, Fayol elaborou suas própria leis universais, que são os princípios de que já falamos anteriormente, num total de quatorze. Esses princípios constituem a bíblia a ser seguida por todos da empresa, numa tentativa de controlar as variáveis que poderiam influenciar o sistema, porém não eram conhecidas até então. Esses princípios guardam alguma semelhança com aqueles definidos por Taylor, o que nos leva a entender que Fayol absorveu algumas de suas idéias. São eles:
1. Divisão de trabalho – como o princípio da abordagem cientifica, consiste em segmentar a tarefa para aumentar o ritmo de produção, conduzindo a uma especialização de função.
2. Autoridade e responsabilidade – também já defendidas anteriormente como princípio de poder de mando a sanção.
3. Disciplina – decorre da aceitação do poder de mando advindo da autoridade. A obediência é o respeito às normas emanadas do poder superior dentro da hierarquia estabelecida na organização.
4. Unidade de comando – é o princípio de que cada subordinado cabe um só chefe; portanto, uma só unidade de comando e um só programa.
5. Unidade de direção – decorre do princípio anterior, como uma contrapartida de subordinação. Poderia ser absorvido em um só princípio.
6. Subordinação do interesse particular ao interesse geral – constitui o princípio de que os objetivos organizacionais são mais importantes que os objetivos pessoais, devendo este ser modificado em função do primeiro.
7. Remuneração – é a maneira pela qual se retribui os serviços prestados, devendo-se Ter sempre em mente o princípio de equidade e justiça.
8. Centralização – as diretrizes e normas que regem a organização devem emanar de um comando central de cúpula.
9. Hierarquia – é a autoridade e a responsabilidade emanadas de cima para baixo, categorizando os chefes. O caminho que define essa categorização é denominada via hierárquica, por onde passam as ordens em diferentes graus.
10. Ordem – como o conceito de organização, arrumação, é o princípio de que cada coisa deve estar em seu lugar.
11. Equidade – princípio em que está embutido o de tratamento igual para pessoas iguais. Fica clara a composição de grupos através de seus pares, donde vem o princípio de cargos iguais, tarefas iguais e remunerações iguais.
12. Estabilidade do pessoal – mesmo conceito utilizado ainda hoje, que é o da garantia de emprego.
13. Iniciativa – é a capacidade de criar situações que favoreçam a execução da tarefa, podendo sugerir modificações no método em uso. Espera-se que ocorra em todos os níveis hierárquicos.
14. União – a harmonização entre o pessoal da empresa é um princípio esperado e dá garantia de que a empresam funcionará com grande vitalidade. É o chamado espírito de equipe, em que há a idéia de cooperação e não-competição.
Na composição dos princípios universais de administração existem algumas discordâncias entre Fayol e outros autores dessa mesma abordagem, porém as diferenças não são muito grandes.
Outro autor importante de ser mencionado nessa abordagem é R.C. Davis que integrou o trabalho dos que antecederam Fayol e adicionou ao sistema uma teoria consistente e compreensiva da administração.
Davis via a organização como uma entidade abstrata e legal, formada e dirigida por um sistema racional de regras e autoridade. A empresa justifica a sua existência e contribui para a necessidade de seus membros pela obtenção da satisfação do consumidor e conseqüente recompensa aos que conmpõem a empresa. Com isso atende ao primeiro objetivo que é a economia e ao segundo que é a eficiência.
O trabalho do administrador , segundo Davis, consistia em planejar, organizar e controlar. Planejar é o esforço de descrever amplamente os termos de decisão, definição de metas, políticas, liderança de uma organização e distribuição de atividades. Assim, planejar leva-nos a organizar, desde que a alocação de função envolva a identificação e a colocação adequada das unidades administrativas.
O conceito de autoridade e responsabilidade é usado para relacionar as unidades organizacionais: autoridade é o direito de comandar o trabalho atribuído; responsabilidade é a qualidade inerente a uma função. Com isso essa abordagem reconhece várias bases, tais como: produto, cliente e área geográfica. O agrupamento horizontal dos indivíduos e o número de pessoas que compõem esses grupos definem a amplitude de controle. A divisão vertical da organização cria um nível de autoridade, com sua origem no topo da estrutura. O agrupamento de funções em departamentos e o estabelecimento de objetivos para as unidades organizacionais fornecem a Davis bases para distinguir entre linha e staff. A linha é responsável pelos objetivos principais e o staff pelos objetivos secundários. Finalmente, Davis fornece um ensaio prematuro de análise da função Controle e classifica-a em controle a priori e controle a posteriori, classificando algumas atividades cujo controle ocorre antes e outras cujo controle ocorre após. Essa distinção, apesar de importante, era inconvencional na época e somente estudada mais a fundo nas teorias mais modernas e recentes sobre controle.
Davis desenvolveu uma identificação compreensiva dos princípios de administração, que por muitos anos permaneceram como padrão nesse campo do compreensiva da administração de funções e processos.
Principais Críticas
Assim como a abordagem científica, apesar de esta abordagem apresentar aspectos mais avançados e esquecidos ou não visualizados naquela abordagem, ainda assim, aos padrões de hoje, essa abordagem é passível de crítica. Ela é sobretudo bastante simplificada do ponto de vista da forma de organização. Quando observamos a forma concebida por Fayol de arrumar a casa, podemos observar a influência da racionalidade de seu pensamento e o quadro de referência influindo na concepção de seus princípios, tornando a empresa, em alguma coisa, bem certa e organizada, sem considerar as influências dos grupos sociais que a compõem.
Esse fato faz com que Fayol menospreze os aspectos psico-organizacionais que permeiam qualquer inter-relação entre pessoas ou pessoas e coisas, impedindo-o de ver aspectos de conflitos grupais, surgimento de grupos informais, a não-aceitação da anulação de objetivos pessoais organizacionais, a disputa natural por poder. A não- existência desses fatos leva-nos a crer que as pessoas funcioanam como máquinas, sem sentimentos de qualquer espécie.
Essa visão de empresa enquanto máquina, evidente desde a primeira concepção de empresa, leva a um radicalismo extremo de idéias e a uma abordagem mecanicista e determinística da organização.
Vejamos outros destaques que contribuíram para a abordagem da organização.
Mary Parker Follet
Ela não foi descoberta pelos discípulos da administração até seus 50 anos e a ajuda veio por parte da interferência de seu pai, como filósofo, político e crítico social.
Em 1920 publicou O Estado Novo, o que fez dela uma força eminente na política e no mundo governamental. Suas pesquisas em relações humanas contribuíram para promover o pensamento grupal. Ela precipitou uma crítíca pública para uma administração mais científica no governo.
Os líderes administrativos aderiram às idéias de Follet, uma vez que trouxeram uma orientação não administrativa para os problemas das indústrias que sofreiam de uma overdose das análises frias de Taylor. Renovou os valores das coisas, tais como: profissionalismo, participação, criatividade e humanitarismo.
Lyndall Urwick
Teve uma carreira bem-sucedida como militar britânico, operário civil e consultor administrativo. Trabalhou muito para descobrir e popularizar as contribuições de Fayol. Foi um constante contribuidor para a disciplina da administração, concebendo-a do ponto de vista profissional e filisófico.
Outra crítica que podemos fazer em relação a essa abordagem, assim como às anteriores, é a falta de trabalhos experimentais sobre os princípios que ela prega, reduzindo a confiabilidade.
Referência Bibliográfica: Kwasnicka, Lacava Eunice. Teoria Geral da Administração. 2º Edição, São Paulo: ATLAS S.A, 1989.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Uma nova camiseta!
Lanço a sugestão para idealizarmos a nova camiseta da nossa turma.
Uma camiseta com destaque nas cores, dando um realce na logo de Administração e, é claro, com a logo da UNIDESC.
A minha sugestão é confeccionar na malha da marca Elizabete. Não existe malha melhor.
Caso haja o aceite, posso agilizar no máximo em 15 dias.
Só tem um detalhe, temos que confeccionar em empresas no qual conhecemos o trabalho.
Que já tenha um histórico de qualidade em serviços prestados. Pode ser incluse, empresas da indicação de alguns dos colegas alunos.
Me coloco a disposição para fazer a arte para futura aprovação. Depois de aprovado
pela maioria, preciso de apenas 15 dias.
Lembro que já tenho um fornecedor.
Afirmo que não tenho interesse financeiro no assunto. Se todos concordarem que eu monte a camiseta, é interessante a participação da representante para acompanhar o projeto e alguns orçamentos de outros fornecedores indicado pelos alunos.
Só assim poderemos maximizar a qualidade da nossa camiseta a um valor justo.
Na quarta-feira conversamos.
Ótimo final de samana.
Uma camiseta com destaque nas cores, dando um realce na logo de Administração e, é claro, com a logo da UNIDESC.
A minha sugestão é confeccionar na malha da marca Elizabete. Não existe malha melhor.
Caso haja o aceite, posso agilizar no máximo em 15 dias.
Só tem um detalhe, temos que confeccionar em empresas no qual conhecemos o trabalho.
Que já tenha um histórico de qualidade em serviços prestados. Pode ser incluse, empresas da indicação de alguns dos colegas alunos.
Me coloco a disposição para fazer a arte para futura aprovação. Depois de aprovado
pela maioria, preciso de apenas 15 dias.
Lembro que já tenho um fornecedor.
Afirmo que não tenho interesse financeiro no assunto. Se todos concordarem que eu monte a camiseta, é interessante a participação da representante para acompanhar o projeto e alguns orçamentos de outros fornecedores indicado pelos alunos.
Só assim poderemos maximizar a qualidade da nossa camiseta a um valor justo.
Na quarta-feira conversamos.
Ótimo final de samana.
Administração: a quem compete função?
Em todas as habilitações profissionais com nível superior, sempre observamos as pessoas que conquistam a referida graduação defenderem os seus espaços no mercado de trabalho.
Podemos ver isso em quase todas as atividades profissionais, como os farmacêuticos, pedagogos, engenheiros, jornalistas, que aliás, estão atualmente travando uma batalha para garantirem o espaço. Enfim, o que vemos, são profissionais que freqüentam os bancos de uma faculdade por quatro anos, ou mais, e ao saírem não podem disputar as vagas no mercado com aqueles que não buscaram tal habilitação. É assim, e neste caso de forma muito mais incisiva com os médicos e os advogados.
A defesa destes espaços pelas instituições que congregam estes profissionais é uma forma de incentivar e principalmente valorizar os anos de investimento nas referidas profissões. De que adiantaria uma pessoa ingressar em uma faculdade de direito, estudar durante cinco anos, fazendo todo um investimento físico e financeiro, para depois que conseguir sua graduação, ter que ir disputar as vagas no mercado de trabalho com rábulas, pessoas que não passaram pelos bancos de escolas superiores?
Alguém já viu por exemplo um médico ter que disputar uma vaga de médico com enfermeiros?
Ou algum enfermeiro disputar uma vaga com um técnico em enfermagem para o cargo de enfermeiro? Claro que não! E observem que todos atuam na área de saúde. No entanto o que vemos é cada um na sua atividade profissional, respeitando os limites um do outro.
Depois desta explanação sobre a ocupação de vagas profissionais por pessoas devidamente habilitadas, faço então uma pergunta:
Qual o espaço que o Administrador de Empresas, dentro das suas habilitações, tem garantido por lei? Quais sãos os espaços reservados exclusivamente para os administradores? Tentando responder estes questionamentos, fui analisar a lei que criou e regulamentou a profissão. O que encontrei? Um emaranhado de palavras que, apesar de assegurar a reserva de mercado para os graduados, não observamos na prática, nada que possa assegurar estes espaços no mercado de trabalho.
Vejamos então o que diz a Lei n.º 4.769, de 9 de setembro de 1965, que dispõe sobre o exercício da profissão de Administrador e dá outras providências.
Art. 3º O exercício da profissão de Administrador é privativo:
a) dos bacharéis em Administração Pública ou de Empresas, diplomados no Brasil, em cursos regulares de ensinos superiores, oficiais, oficializado ou reconhecido, cujo currículo seja fixado pelo Conselho Federal de Educação, nos termos da Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961;
b) dos diplomados no exterior, em cursos regulares de Administração, após a revalidação do diploma no Ministério da Educação, bem como dos diplomados, até a fixação do referido currículo, por cursos de bacharelado em Administração, devidamente reconhecidos;
c) dos que, embora não diplomados nos termos das alíneas anteriores, ou diplomados em outros cursos superiores e de ensino médio, contem, na data da vigência desta Lei, cinco anos, ou mais, de atividades próprias no campo profissional de Administrador definido no art. 2º.
Parágrafo único. A aplicação deste artigo não prejudicará a situação dos que, até a data da publicação desta Lei, ocupem o cargo de Administrador, os quais gozarão de todos os direitos e prerrogativas estabelecidas neste diploma legal.
Art. 4º Na administração pública, autárquica, é obrigatória, a partir da vigência desta Lei, a apresentação de diploma de Bacharel em Administração, para o provimento e exercício de cargos técnicos de administração, ressalvados os direitos dos atuais ocupantes de cargos de Administrador.
§ 1º Os cargos técnicos a que se refere este artigo serão definidos no regulamento da presente Lei, a ser elaborado pela Junta Executiva, nos termos do artigo 18.
A razão que me levou a publicar este artigo é simples. Buscar respostas para as minhas dúvidas quanto à aplicação da lei que garante ao administrador graduado os espaços garantidos por lei e a conseqüente valorização de uma profissão tal necessária quanto a própria existência do emprego regulamentado para as inúmeras profissões.
Marcos Aurélio
marcosaurelio@infonet.com.br
Formando em administração com habilitação em marketing
Radialista – DRT 4449/BA
Podemos ver isso em quase todas as atividades profissionais, como os farmacêuticos, pedagogos, engenheiros, jornalistas, que aliás, estão atualmente travando uma batalha para garantirem o espaço. Enfim, o que vemos, são profissionais que freqüentam os bancos de uma faculdade por quatro anos, ou mais, e ao saírem não podem disputar as vagas no mercado com aqueles que não buscaram tal habilitação. É assim, e neste caso de forma muito mais incisiva com os médicos e os advogados.
A defesa destes espaços pelas instituições que congregam estes profissionais é uma forma de incentivar e principalmente valorizar os anos de investimento nas referidas profissões. De que adiantaria uma pessoa ingressar em uma faculdade de direito, estudar durante cinco anos, fazendo todo um investimento físico e financeiro, para depois que conseguir sua graduação, ter que ir disputar as vagas no mercado de trabalho com rábulas, pessoas que não passaram pelos bancos de escolas superiores?
Alguém já viu por exemplo um médico ter que disputar uma vaga de médico com enfermeiros?
Ou algum enfermeiro disputar uma vaga com um técnico em enfermagem para o cargo de enfermeiro? Claro que não! E observem que todos atuam na área de saúde. No entanto o que vemos é cada um na sua atividade profissional, respeitando os limites um do outro.
Depois desta explanação sobre a ocupação de vagas profissionais por pessoas devidamente habilitadas, faço então uma pergunta:
Qual o espaço que o Administrador de Empresas, dentro das suas habilitações, tem garantido por lei? Quais sãos os espaços reservados exclusivamente para os administradores? Tentando responder estes questionamentos, fui analisar a lei que criou e regulamentou a profissão. O que encontrei? Um emaranhado de palavras que, apesar de assegurar a reserva de mercado para os graduados, não observamos na prática, nada que possa assegurar estes espaços no mercado de trabalho.
Vejamos então o que diz a Lei n.º 4.769, de 9 de setembro de 1965, que dispõe sobre o exercício da profissão de Administrador e dá outras providências.
Art. 3º O exercício da profissão de Administrador é privativo:
a) dos bacharéis em Administração Pública ou de Empresas, diplomados no Brasil, em cursos regulares de ensinos superiores, oficiais, oficializado ou reconhecido, cujo currículo seja fixado pelo Conselho Federal de Educação, nos termos da Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961;
b) dos diplomados no exterior, em cursos regulares de Administração, após a revalidação do diploma no Ministério da Educação, bem como dos diplomados, até a fixação do referido currículo, por cursos de bacharelado em Administração, devidamente reconhecidos;
c) dos que, embora não diplomados nos termos das alíneas anteriores, ou diplomados em outros cursos superiores e de ensino médio, contem, na data da vigência desta Lei, cinco anos, ou mais, de atividades próprias no campo profissional de Administrador definido no art. 2º.
Parágrafo único. A aplicação deste artigo não prejudicará a situação dos que, até a data da publicação desta Lei, ocupem o cargo de Administrador, os quais gozarão de todos os direitos e prerrogativas estabelecidas neste diploma legal.
Art. 4º Na administração pública, autárquica, é obrigatória, a partir da vigência desta Lei, a apresentação de diploma de Bacharel em Administração, para o provimento e exercício de cargos técnicos de administração, ressalvados os direitos dos atuais ocupantes de cargos de Administrador.
§ 1º Os cargos técnicos a que se refere este artigo serão definidos no regulamento da presente Lei, a ser elaborado pela Junta Executiva, nos termos do artigo 18.
A razão que me levou a publicar este artigo é simples. Buscar respostas para as minhas dúvidas quanto à aplicação da lei que garante ao administrador graduado os espaços garantidos por lei e a conseqüente valorização de uma profissão tal necessária quanto a própria existência do emprego regulamentado para as inúmeras profissões.
Marcos Aurélio
marcosaurelio@infonet.com.br
Formando em administração com habilitação em marketing
Radialista – DRT 4449/BA
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O que é ENADE?
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) é uma avaliação do ensino brasileiro que substitui o antigo Provão desde 2004.
Participam desta avaliação os alunos ingressantes e concluintes no ensino superior. As instituições superiores foram responsáveis pelo cadastramento de todos os seus alunos, sendo que o Ministério da Educação (MEC) selecionou-os para fazerem parte da amostra. O aluno que deixar de participar do Enade é impedido de concluir o curso, visto que não receberá diploma.
Participam desta avaliação os alunos ingressantes e concluintes no ensino superior. As instituições superiores foram responsáveis pelo cadastramento de todos os seus alunos, sendo que o Ministério da Educação (MEC) selecionou-os para fazerem parte da amostra. O aluno que deixar de participar do Enade é impedido de concluir o curso, visto que não receberá diploma.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Empresário sem Futuro
Para os economistas, o empresário é um "maximizador de lucros", um egoísta que sempre
almeja o lucro máximo. É essa premissa básica que
dá à ciência econômica sua dinâmica e previsibilidade
e permitiria, se não fosse equivocada, que nossos economistas fizessem previsões corretas.
Por razões culturais que não nos cabe julgar, o
objetivo dos empresários brasileiros é maximizar o controle acionário. O importante, no Brasil, não é o lucro máximo, e sim manter o controle de 100% da empresa na família.
Se existir um negócio que propicie lucros maiores, mas que exija a abertura ou diluição do controle da empresa, a maioria dos nossos empresários opta por ficar de fora. Preferem ter 100% ou 51% de uma empresa pequena a ter 15% de uma enorme empresa. Bill Gates, que pretende doar tudo ao terceiro setor, não se preocupa a mínima em ter somente 15% de uma enorme Microsoft.
Esse objetivo cultural não consta nos livros de Keynes, Marx e Friedman, razão pela qual a ciência econômica não funciona no Brasil: as premissas básicas são outras e implicam uma política econômica totalmente diversa para o Brasil, algo que nunca foi feito. Vejamos as implicações:
1. Nossas empresas só crescem o que o reinvestimento de seus lucros permitir. Como conseqüência, precisam criar produtos de luxo, que comandam margens estratosféricas, no lugar de produtos populares, com margens reduzidas mas produção e investimentos em massa.
2. Nossos empresários preferem abrir mão do crescimento a perder o "controle acionário" crescendo rapidamente. Fusões e incorporações para competir globalmente, nem pensar. A maioria das empresas americanas opera globalmente, e nós temos no máximo cinco empresas brasileiras operando multinacionalmente.
3. Empresário brasileiro não exporta nem com câmbio superfavorável, ao contrário das famosas previsões de Delfim Netto.
4. Empresas americanas com funcionários acionistas não têm caixa dois nem sonegação. Todos são fiscais de si mesmos, para a alegria da Receita Federal.
5. Nossos empresários preferem viver endividados a compartilhar a empresa com pequenos acionistas, gerando, assim, nossas constantes crises da dívida. Temos menos de 56 empresas em bolsa, a Índia tem 6 000.
6. Deputados ligados a esses empresários elaboraram uma Lei das S.A. que protege o controlador, e não o acionista. No Brasil, pequeno acionista nem direito a voto tem, algo totalmente inconstitucional em um país democrático. Nossos empresários boicotam aprimoramentos da Lei, e aplaudem de pé a morte lenta de nosso mercado acionário, fechando o capital de suas empresas.
Incapazes de vislumbrar o futuro, nossos empresários esquecem que seus filhos, netos e bisnetos um dia serão pequenos acionistas minoritários. Estão dando um tiro no próprio pé, e em seu patrimônio. Empresas no Brasil valem pífias quatro ou cinco vezes seus lucros anuais. Na Europa e na Índia chegam a valer sessenta vezes, porque lá se maximiza o lucro e o acesso a mais capital.
Nem os filhos desses empresários ficam felizes com essa situação. Não podem vender sua participação e seguir vida própria, nem vender 1% das ações para comprar uma Ferrari. Passam a vida no "conselho", sonhando em vender tudo para uma multinacional.
Infelizmente, nossos deputados do PT, PMDB e PSDB votaram inadvertidamente a favor dos grupos controladores na última reforma da Lei das S.A. e largaram no limbo os 16 milhões de pequenos acionistas, os trabalhadores e seus fundos de pensão, que continuam sem ter sequer o direito de votar.
Agora a discussão da Lei das S.A. vai para o Senado. Vamos observar de que lado o Senado votará. Lá, pelo menos, esse direito ainda existe.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Publicado na Revista Veja, Editora Abril, edição 1696, ano 34, no 15 de 18 de abril de 2001
almeja o lucro máximo. É essa premissa básica que
dá à ciência econômica sua dinâmica e previsibilidade
e permitiria, se não fosse equivocada, que nossos economistas fizessem previsões corretas.
Por razões culturais que não nos cabe julgar, o
objetivo dos empresários brasileiros é maximizar o controle acionário. O importante, no Brasil, não é o lucro máximo, e sim manter o controle de 100% da empresa na família.
Se existir um negócio que propicie lucros maiores, mas que exija a abertura ou diluição do controle da empresa, a maioria dos nossos empresários opta por ficar de fora. Preferem ter 100% ou 51% de uma empresa pequena a ter 15% de uma enorme empresa. Bill Gates, que pretende doar tudo ao terceiro setor, não se preocupa a mínima em ter somente 15% de uma enorme Microsoft.
Esse objetivo cultural não consta nos livros de Keynes, Marx e Friedman, razão pela qual a ciência econômica não funciona no Brasil: as premissas básicas são outras e implicam uma política econômica totalmente diversa para o Brasil, algo que nunca foi feito. Vejamos as implicações:
1. Nossas empresas só crescem o que o reinvestimento de seus lucros permitir. Como conseqüência, precisam criar produtos de luxo, que comandam margens estratosféricas, no lugar de produtos populares, com margens reduzidas mas produção e investimentos em massa.
2. Nossos empresários preferem abrir mão do crescimento a perder o "controle acionário" crescendo rapidamente. Fusões e incorporações para competir globalmente, nem pensar. A maioria das empresas americanas opera globalmente, e nós temos no máximo cinco empresas brasileiras operando multinacionalmente.
3. Empresário brasileiro não exporta nem com câmbio superfavorável, ao contrário das famosas previsões de Delfim Netto.
4. Empresas americanas com funcionários acionistas não têm caixa dois nem sonegação. Todos são fiscais de si mesmos, para a alegria da Receita Federal.
5. Nossos empresários preferem viver endividados a compartilhar a empresa com pequenos acionistas, gerando, assim, nossas constantes crises da dívida. Temos menos de 56 empresas em bolsa, a Índia tem 6 000.
6. Deputados ligados a esses empresários elaboraram uma Lei das S.A. que protege o controlador, e não o acionista. No Brasil, pequeno acionista nem direito a voto tem, algo totalmente inconstitucional em um país democrático. Nossos empresários boicotam aprimoramentos da Lei, e aplaudem de pé a morte lenta de nosso mercado acionário, fechando o capital de suas empresas.
Incapazes de vislumbrar o futuro, nossos empresários esquecem que seus filhos, netos e bisnetos um dia serão pequenos acionistas minoritários. Estão dando um tiro no próprio pé, e em seu patrimônio. Empresas no Brasil valem pífias quatro ou cinco vezes seus lucros anuais. Na Europa e na Índia chegam a valer sessenta vezes, porque lá se maximiza o lucro e o acesso a mais capital.
Nem os filhos desses empresários ficam felizes com essa situação. Não podem vender sua participação e seguir vida própria, nem vender 1% das ações para comprar uma Ferrari. Passam a vida no "conselho", sonhando em vender tudo para uma multinacional.
Infelizmente, nossos deputados do PT, PMDB e PSDB votaram inadvertidamente a favor dos grupos controladores na última reforma da Lei das S.A. e largaram no limbo os 16 milhões de pequenos acionistas, os trabalhadores e seus fundos de pensão, que continuam sem ter sequer o direito de votar.
Agora a discussão da Lei das S.A. vai para o Senado. Vamos observar de que lado o Senado votará. Lá, pelo menos, esse direito ainda existe.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Publicado na Revista Veja, Editora Abril, edição 1696, ano 34, no 15 de 18 de abril de 2001
quinta-feira, 9 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A Má Notícia da Semana
Henrique Meirelles, o primeiro administrador a dirigir um Banco Central no Brasil, e o mais longevo de todos os presidentes do Banco Central, deve deixar o cargo depois de 6 anos no batente para ser candidato a governador de Goiás.Henrique Meirelles diminuiu a dívida interna de 52% do PIB para 36%, além de reduzir os juros reais de 15% ao ano para 6%, um feito e tanto. Tudo isso aumentando nossas reservas internacionais de quase zero para 200 bilhões, razão pela qual saímos ilesos desta crise internacional.Foi combatido quase que constantemente durante a sua sugestão, o que dificultou sobremaneira sua capacidade de implantar as metas que pretendia. Uma das razões de sua saída é que ele não teve o apoio político dos 2 milhões de administradores profissionais deste país, do CRA, dos professores de administração nem das Faculdades de Administração. Alguns de seus maiores críticos foram os professores da EAESP Eduardo Suplicy e Guido Mantega (até se tornar ministro).A classe de administradores vai mal. Tanto é que QUASE nada está fazendo para colocar um sucessor à altura.
Fonte: http://brasil.melhores.com.br/
Fonte: http://brasil.melhores.com.br/
De novo e pra valer!
Retomamos no nosso blog.
O antigo blog foi desativado, pois o e-mail pelo qual foi criado o site, era de um pessoal. E realmente não iria funcionar como deveria.
Portanto, resolvi montar um outro blog.
Sempre que houver tempo hábil para tal, publicarei todas os conteúdos e afins para usufruto da busca do nosso conhecimento.
Através dos contatos que estão disponíveis no e-mail da turma (adm2008unidesc@hotmail.com), enviarei convite para todos moderarem.
Acesse nosso blog e deixe o seu recado.
Se depender de postagens o blog já emplacou.
Como diz o professor Berilo: "1 abraço".
O antigo blog foi desativado, pois o e-mail pelo qual foi criado o site, era de um pessoal. E realmente não iria funcionar como deveria.
Portanto, resolvi montar um outro blog.
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